segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Vancouver Acelerada


Meu curso de inglês organiza diversas atividades opcionais depois das aulas e nos fins de semana. Há inclusive viagens, como para Rocky Mountain e Whistler, lugares em que eu ainda pretendo conhecer. Logo na minha primeira semana em Vancouver, participei de um desses passeios promovidos pela escola. Era um city tour de bicicleta, em que tive uma ótima primeira impressão da cidade. Durante quase duas horas de céu aberto, passei por belas paisagens a duas rodas. No entanto, me frustrei com um detalhe: não havia comprado a máquina fotográfica. Perdi a oportunidade de tirar boas fotos para mostrar para vocês.

Mas, no início de setembro, quando chegou o novo calendário das atividades da ILSC, estava lá novamente: City Bike Tour. Não tive dúvidas: paguei os 8 dólares e repeti a dose. E com máquina! O percurso era o mesmo, mas com um mês a mais de bagagem aqui, desta vez sabia onde estava pisando, ou melhor, pedalando. A outra grande diferença sentida da segunda vez do passeio de bicicleta para a primeira foi o meu preparo físico. Como não tenho jogado squash ou feito qualquer outro esporte, meu fôlego estava no limite. Duas horas de pedalada com intervalos reduzidos e curtos não foram suficientes. Mas nada que tenha comprometido o prazer daquele momento. Se tiver mais uma vez em outubro, serei presença garantida novamente.

Postei algumas fotos para vocês verem. A tarefa de escolher quais botar quais tirar não foi das mais fáceis. De qualquer maneira, em breve estará a disposição mais fotos no meu álbum do Orkut.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Pombo Canadense


Como vocês já devem saber, Vancouver está localizado, assim como a Califórnia, na costa oeste da América do Norte. Justamente por causa disso, sempre identifico cenas de filmes de Hollywood em algum lugar da cidade.

O exemplo mais emblemático é a winged gull, uma espécie de gaivota diferente das que encontramos no Brasil. Todo filme norte-americano em que há um porto, podemos ouvir o som delas. Aqui é igual. Elas estão em toda parte, uma praga! Aplicando a regra de três, o bicho está para Vancouver assim como os pombos estão para o Rio de Janeiro. O ódio mortal dos canadenses e dos cariocas pelos bichanos também é semelhante.

A vantagem da gaivota está na sua aparência um pouco mais limpa. Consigo enxergar também uma certa beleza, diferente do pombo, que possui uma feiúra completa da cabeça às patas. Por outro lado, nosso pássaro sai na frente em um aspecto: não faz o barulho ensurdecedor dos winged gulls. É muito chato, dez vezes mais alto do que nos filmes. E as gaivotas também gostam de distribuir ''presentes'' na cabeça das pessoas. Uma vez, quase fui contemplado. Foi por um raspão...

Mas, mesmo assim, eu ainda prefiro as gaivotas aos pombos. Como disse uma brasileira aqui em Vancouver:

"No Canadá, até pombo é chique!"

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Grouse Mountain

Bastaram alguns minutos para esquecer completamente a maldita trilha que levava ao topo da Grouse Mountain. A vista de lá de cima era tão esplêndida que não havia nada mais que me prendesse a atenção. Era como se eu fosse hipnotizado pela beleza do lugar. Além da cidade de Vancouver estar inteirinha aos meus pés, era possível ver uma cadeia de montanhas repletas de coníferas e cortadas pelo rio Capilano. Mais distante, Vancouver Island, ilha gigantesca onde tem famosas cidades como Tofino e Vitória, banhado por um imponente Oceano Pacífico. Não vou dizer que foi o lugar mais belo que conheci, afinal, sou da terra do Corcovado, Pão de Açúcar e Praia de Copacabana. Mas, sem dúvida, Grouse Mountain entra no meu top five.

Toda esta paisagem descrita estava em uma única direção, não tinha que virar meu corpo. Ao meu lado, havia a gôndola para voltar (a descida pela trilha não é permitida), e atrás de mim dois restaurantes: um fast-food e outro de frutos do mar. Não sabia o que fazer: conhecer os restaurantes ou voltar para casa? Resolvi dar uma olhada neles, e que escolha acertada! Atrás deles havia a enorme continuação do parque, que eu não sabia sobre a sua existência. Caso tivesse escolhido a primeira opção, perderia muitas atrações: diversas esculturas de animais e pessoas famosas, dois ursos de verdade, lobo, veado, um show de pássaros e, o mais interessante, o outro lado da montanha. Interessante porque, finalmente, não direi mais que nunca vi neve na minha vida: do outro lado, bem longe, na fronteira com os EUA, observei o vulcão inativo Mount Baker branquinho branquinho.
Antes de ir embora, comi um autêntico prato canadense: cheeseburguer com batata-frita. Problema nenhum. Depois daquela trilha, queimei todas as gorduras acumuladas pelos fast-foods e pizzas consumidos desde que cheguei na cidade. Eram 8 horas da noite e o pôr-do-sol começou a se manifestar. A paisagem, que já era linda, ficou sensacional. A Lua surgiu ao mesmo tempo para dar um toque ainda mais especial na magnífica pintura da natureza. Postei algumas foto ao lado para vocês terem uma idéia, mas nada se compara com a oportunidade de ver ao vivo. Peguei o bondinho com o céu já às escuras e Vancouver toda iluminada. Desci abismado observando tudo o que tinha subido. Grouse Mountain é o melhor lugar de Vancouver, parada obrigatória para todos os turistas da cidade.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Grouse Grind

Andei, andei, andei
Até encontrar
Este amor tão bonito
Que me fez parar
Neste pedaço de chão
(...)
Lenda de animais e rios
Aves, flores, desafios
Este é o meu lugar
E no final do dia
O Sol faz companhia
(...)
Pra gente sonhar
Aqui não se vê tristeza
Em meio à natureza

Neuma Morais/ Neon Morais

Admito a ligeira cafonice ao começar um texto com trechos de uma música chamada Coração Sertanejo. Ainda mais em um blog que tem a proposta de escrever sobre o Canadá. Mas não poderia começar diferente depois que visitei a Grouse Mountain. Os versos selecionados da bem-sucedida música de Chitãozinho & Xororó retratam perfeitamente minha experiência naquela montanha.

Quem chega no pico da Grouse Mountain está em um dos pontos mais altos de Vancouver. Há duas maneiras para alcançar o topo: através da gôndola, que custa 35 dólares subida e descida ou 5 dólares só descida, e a pé por uma trilha chamada Grouse Grind. Escolhi a segunda opção, não apenas para economizar, como também para fazer uma atividade física, já que meu único esporte por aqui tem sido mastigar cheeseburgers. Ainda não consegui encontrar um lugar para jogar squash.

Com a temperatura batendo nos 32 graus, atípica em Setembro segundo minha hostfamily, estou lá com minhas duas garrafas de água iniciando a trilha debaixo de um Sol escaldante (não imaginava que escreveria estas duas últimas palavras no Canadá!). Havia uma combinação de madeiras e pedras servindo de degrau para a subida. O percurso não era difícil, porém havia uma distância excessivamente longa. Subia, subia, subia, e o fim não chegava nunca. Até que finalmente, quando minhas garrafas de água já estavam nas últimas gotas, enxerguei ao longe uma pequena placa azul. “Deve ser lá” deduzi. Ledo engano. Ela avisava que eu havia completado ¼ da trilha!!

“Meu Deus! Aonde eu fui parar?! Se o arrependimento matasse...’’ Estes são alguns dos pensamentos que me ocorreram na hora e que a censura do blog autorizou que eu os publicassem. Pior que isso só os esquilos chatos que a todo momento atravessavam meu caminho. O caso deles lembra muito o dos micos que habitualmente freqüentam a varanda do meu apartamento no Rio: bonitinhos no começo, irritantes para sempre. Nem tão conformado, continuei minha saga. Se bem que não havia outra escolha, a descida era proibida. O calor aumentava, o cansaço dobrava, o tamanho dos degraus triplicavam e a água acabava. Houve um momento em que apenas uma idéia vinha a minha mente: “Depois deste trabalho todo, tenho que ter uma recompensa digna lá em cima, senão ficarei revoltado”.

Depois de 1 hora e 45 minutos subindo, finalmente cheguei ao topo da Grouse Mountain. Não acreditei quando olhei no relógio, achava que havia passado a tarde inteira naquela trilha infernal. Aos que desprezarem o meu feito, devo lembrar que os verbos caminhar e subir são completamente diferentes. Comemorei minha chegada da mesma maneira de um típico vencedor de maratona. O mais engraçado é que, à medida que eu via outras pessoas completando o percurso, todos vibravam de forma idêntica. Era o cansaço misturado com o êxtase pelo dever cumprido.

Afinal, o que tinha no topo da Grouse Mountain? Você foi recompensado à altura? A vista era bonita? Havia outras atrações no local? Calma gente! Ainda não será desta vez que vocês ficarão sabendo. Mas a música do Chitãozinho & Xororó ajudará a vocês imaginarem o que encontrei lá em cima. No entanto, responderei com detalhes a todas estas perguntas no meu próximo post. Aguardem!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Capilano Suspension Bridge

North Vancouver é um dos distritos que compõem a região metropolitana de Vancouver. Estive lá terça-feira pela primeira vez para conhecer a Capilano Suspension Bridge & Park, parque famoso por abrigar uma ponte de 136 metros de comprimento e 70 metros de altura sobre o rio Capilano. Neste mesmo dia, após saber do meu iminente passeio, meu amigo coreano Lio se dirigiu a mim com estas palavras: “Não acredito que você pagou 15 dólares só para atravessar uma ponte!” Pronto, ele frustrou completamente minha boa expectativa que tinha sobre a Capilano Suspension Bridge & Park. Será que é só uma ponte mesmo?
Não era! Talvez por possuir um acentuado olho puxado, Lio não tenha notado outras atrações no parque. Evidente que, como o próprio nome do local sugere, a ponte Capilano é o grande destaque, mas não o único. Por exemplo, quando meu grupo chegou, fomos recebidos por um funcionário da Capilano, que nos contou a história da ponte inaugurada em 1889. Pelo pouco que eu consegui entender através do meu inglês amador, ela foi construída para facilitar o trabalho dos índios na região. Por falar nisso, o parque também concentra uma grande quantidade de Totem poles, as esculturas destes nativos americanos.

Antes de atravessar a ponte, encontrei dois bares, uma lojinha de souvenir, um belo jardim e as obras de arte indígenas. Já no meio da travessia, pude ver uma vista exuberante do rio Capilano, morros cheio de coníferas e um gavião legítimo (vejam a foto). A ponte balançava! Não chegava a ser perigoso, claro, mas quando alguém fazia a gracinha de andar botando os pés em ambos os lados da ponte, de forma intercalada, dava para se sentir como o Indiana Jones.

Ao cruzar a Capilano Bridge, deparei com um pequeno lago cheio de peixes e uma seta indicando uma trilha. Confesso que o passeio não foi espetacular, mas valeu a pena a ida, trata-se de um lugar inusitado. Antes do comentário do Lio, estava esperando mais da Capilano Suspension Bridge & Park. Por isso, foi bom ele ter falado aquilo, pois evitou uma decepção e acabou causando uma surpresa positiva. Quanto à trilha, relativamente longa, eu fiz. Tirei boas fotos de bonitas paisagens e diferentes ângulos... da ponte.






segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Turma da tarde

Postei a foto da turma da manhã há alguns dias, mas estava faltando a da tarde. Agora, dever cumprido.


Sexta-feira passada foi o último dia de aula da sessão, que se renova a cada mês na ILSC. Então, a professora Betty resolveu fazer um passeio com os alunos para Granville Island. Infelizmente, só foi a metade da turma. Éramos 2 brasileiros, 3 coreanos (um tirou a foto) e uma canadense.

Escreverei sobre o lugar em outra oportunidade!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Superdogs

Evento, no mínimo, diferente esse que eu fui há uns dias em um estádio de hockey bem próximo da minha homestay. Era um show de cachorros, o Superdogs! O nome do espetáculo não poderia ser melhor escolhido. Impressionante o que estes doze bichinhos faziam: dançavam, corriam, pulavam, cumpriam tarefas e até latiam. O público, que quase lotou o estádio, ia ao delírio a todo instante. Sem querer ser patriota, o destaque foi para o cãozinho brasileiro Spirit, que dançou Macarena melhor que muita gente grande. Pena que neste momento eu não filmei! De qualquer maneira, estou postando dois vídeos para vocês terem uma idéia de como foi o show.

O único ponto ruim de eu ter ido ao Superdogs foi a saudade que senti de Lord, meu cachorro. Nunca fui muito fã de cães, mas desde há uns dois anos, quando o Lord chegou lá em casa, fiquei fascinado por estes animais. Quando vejo um nas ruas daqui, tenho vontade de levar comigo. Confessarei algo que provocará revolta de certas pessoas no Brasil: o Lord é que(m) eu sinto mais falta em Vancouver! Mas calma, vou explicar... Eu me comunico com minha família e meus amigos, com frequência, por via Internet ou telefone. Já com o Lord, obviamente, não é possível. Se bem que já botaram ele em frente da webcam para mim. ;p

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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Vancouver Aquarium


Decidi conhecer neste fim de semana um dos pontos turísticos mais famosos da cidade, o Vancouver Aquarium. Fundado em 1956 e situado dentro do Stanley Park, o aquário é o maior do Canadá e o quinto da América do Norte. O ingresso custa CA$ 20, mas soube que conseguiria um descontinho se comprasse na ILSC. E bota descontinho nisso: paguei CA$ 19,50!

Quando cheguei no aquário, percebi que, mesmo com o desconto insignificante, foi um ótimo negócio comprar com antecedência, pois havia na entrada uma fila enorme que eu não precisei enfrentar. A primeira impressão do local foi muito positiva, e se manteve assim durante todo o tempo em que passei lá. O Vancouver Aquarium é muito grande e todo canto é conservado e arborizado, com as cores azul e verde sempre predominantes.

A variedade de animais impressiona. São belugas, golfinhos, tubarões, tartarugas, crocodilos, focas, leões-marinhos, as mais diversas espécies de peixes e outros animais marinhos. Até bichos não habitualmente freqüentadores de aquários tinham no Vancouver Aquarium, como cobras, bicho-preguiça, morcegos, sagüi e borboletas. Seria exagero dizer que há um zoológico dentro do aquário, mas também não está muito longe disso.

Dois momentos me chamaram mais a atenção. O primeiro trata-se do belo show dos golfinhos com seus adestradores. Com acrobacias fantásticas dos animais e uma divertida interação com o público, a semelhança com o espetáculo da Shamu no Sea World de Orlando é considerável. O outro momento marcante foi a relação da beluga Qila com sua filhote Baby, que nasceu há dois meses. Muito bacana testemunhar uma seguindo a outra a todo instante. A beluga, também conhecida como baleia-branca, é um animal muito cativante visto ao vivo.

Os bichos continuarão sendo assunto neste blog...
Próximo tema: Superdogs.